quarta-feira, 20 de março de 2013

A avaliação entendida como um processo contínuo

A avaliação vista de maneira contínua e sistemática implica em bons resultados
 
 

O resultado positivo mediante os objetivos propostos norteia o perfil profissional de todo educador. Ele se propõe a estabelecer uma estreita ligação entre os educandos de modo que esses apreendam os conteúdos de forma satisfatória.

Todavia, como nem tudo é realizado de forma homogênea, existe este ou aquele aluno que não consegue superar as expectativas apresentadas. É chegado, portanto, o momento de o educador rever suas técnicas de aplicação no que se refere à didática aplicada, avaliar a relação dentro do contexto de sala de aula, entre outras medidas.

Um fator recorrente de extrema relevância nesta tarefa é partir do princípio de que o aluno sempre deve ser visto como um “todo”, ou seja, ele é fruto, antes de tudo, de um convívio familiar, de um círculo de amizades, para depois tornar-se alguém que se propõe a receber a educação formal.

Em virtude disso, o ato de avaliar torna-se muito mais complexo do que realmente parece, pois é por meio desse que o educador se norteará no propósito de traçar suas metas rumo ao sucesso almejado.

Para isto, torna-se imprescindível que o educador faça o uso correto desta ferramenta, afim de que a mesma não se torne instrumento de punição e nem seja algo de caráter desclassificatório, mas sim como uma análise do desempenho em relação ao ensino X aprendizagem.

De posse de todo esse procedimento em relação ao conceito sobre a avaliação, uma vez que esta representa um processo contínuo e sistemático, resta-nos entender um pouco mais sobre as modalidades em que os objetivos deverão ser aplicados.

Para tal, discutiremos sobre a avaliação Diagnóstica, Formativa e Somativa, respectivamente:

A avaliação Diagnóstica se dá num primeiro estágio mediante o contato estabelecido entre Educador X Educando, ou seja, ele avaliará o nível de conhecimento da turma em relação a conteúdos já ministrados, isto é, se possuem os pré-requisitos para a aquisição de novos conhecimentos, e o que é mais importante, se possuem aptidão para dominá-los posteriormente. Esse procedimento facilitará os caminhos a serem traçados pelo educador no objetivo de atingir os objetivos propostos.

A Formativa é aquela que, como o próprio nome já diz, faz parte da proposta pedagógica de toda instituição de ensino, a qual pauta-se por avaliar o nível de rendimento dos alunos frente aos conteúdos ministrados.

Desta feita, é de extrema importância que o educador não procure estigmatizar aqueles que não alcançaram a meta desejada, e sim procure detectar as possíveis “falhas”, oferecendo-lhes oportunidades de crescimento.

A outra é a chamada Somativa, de caráter classificatório, onde serão computados todos os resultados referentes ao ano letivo em relação ao nível de aprendizagem, consistindo, portanto, na promoção ou não, para as séries vindouras.

Por Vânia Duarte
Graduada em Letras
Equipe Brasil Escola

sexta-feira, 15 de março de 2013

Por que o coordenador deve assistir às aulas?

O acompanhamento deve estar na pauta de formação do coordenador, que é partilhada com os professores. A observação da aula é uma boa ferramenta formativa. Por meio dela, o gestor comprende os pontos fortes do docente, que podem ser potencializados, e entende as dificuldades didáticas dele, podendo orientá-lo melhor. Nas instituições em que o papel do coordenador como parceiro ainda não é claro, pode haver a resistência dos professores. Nesse caso, os docentes interessados podem se oferecer para ter as aulas observadas. Mais para a frente, o ideal é fazer o planejamento e um cronograma com a equipe, em que sejam estabelecidos o objetivo e o conteúdo da observação. As informações colhidas precisam ser partilhadas nos encontros coletivos, de forma ética e colaborativa. O acompanhamento da sala de aula deve ser fruto do compromisso formativo firmado entre o coordenador e a equipe.

Fonte: revista Nova Escola

quinta-feira, 7 de março de 2013

Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa realiza abertura oficial no Estado

Uma ação das Secretarias Estadual de Educação e Esporte (SEE), Secretaria Municipal de Educação (Seme) e a Universidade Federal do Acre (Ufac), foi realizada na manhã desta segunda-feira (4), a abertura oficial do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic) no Estado do Acre.
O evento, que contou com apresentação cultural do Centro de Multimeios da Seme, tem como finalidade orientar a formação de orientadores de estudo e coordenadores do Pacto no Estado, para garantir que 100% dos alunos acreanos com até oito anos de idade estejam plenamente alfabetizados nos próximos anos, isto é, consigam ler, compreender e escrever textos adequados para a idade escolar.

O Pnaic prevê o apoio técnico e financeiro da União a estados e municípios para garantir a alfabetização dos alunos da rede pública até os oito anos de idade. Na última terça-feira (26), foi aprovada no plenário da Câmara dos Deputados, a Medida Provisória 586/2012, que cria o Pacto e que já havia passado por uma comissão mista do Congresso, que agora segue para o Senado.

 A formação continuada de professores é um dos principais pontos da ação educacional, que terá bolsas oferecidas aos profissionais e outras atividades voltadas para o cumprimento dos objetivos do pacto, com estimativa de investimento avaliada em R$ 3 bilhões até 2014.
Segundo a Pró-Reitora de Graduação da Ufac, Socorro Neri, “esta parceria trata-se de um interesse comum, onde colaboramos para incentivar o letramento e a alfabetização na idade certa, estreitando ainda mais os laços com as secretarias de Educação”.
 
A formação atendeu professores de Acrelândia, Assis Brasil, Capixaba, Plácido de Castro, Santa Rosa, Xapuri, Bujari, Brasileia, Porto Acre, Sena Madureira, Senador Guiomard, Epitaciolândia e Rio Branco, que irão incorporar novos conteúdos para que os educadores possam ter o reconhecimento necessário para agir como multiplicadores, incluindo uma rotina de acompanhamento para reforçar a continuidade das etapas de formação nas escolas.
Daniel Zen, secretário estadual de Educação e Esporte, acredita que a inclusão do Pacto às medidas adotadas pelo Estado irá dar uma sequência natural para o aumento da oferta de ensino público de qualidade. “Antes, apenas 27% dos nossos professores possuíam ensino superior. Hoje, esse número aumentou em 70%, refletindo o nosso empenho em aperfeiçoar os educadores e suas estratégias de sala de aula”, afirma.

As orientadoras de Estudo do PNAIC Neiva Souza e Silvelena Maia e a coordenadora do programa Rute Ramos estiveram no evento representando a rede municipal.
 Fonte: site da SEE/AC