Emília Ferreiro e Ana Teberosky
Emília Ferreiro, Argentina radicada no México, estudou na Suíça, doutorando-se na Universidade de Genebra, sob orientação do biólogo Jean Piaget, cujo trabalho de epistemologia genética (grau de certeza do conhecimento científico) foi desenvolvido numa teoria centrada no desenvolvimento natural da criança, sua aprendizagem e a construção do conhecimento.
As teorias de Emília Ferreiro foram desenvolvidas em conjunto com Ana Teberosky, pedagoga espanhola. Juntas, produziram um efeito revolucionário nas propostas de superação das dificuldades enfrentadas por crianças em geral, principalmente aquelas que apresentam problemas de aprendizagem.
Assim como Rousseau e Maria Montessori, Emília Ferreiro evita a tese do adultocentrismo, pelo qual a criança era vista como um adulto em miniatura. Ela acredita que a criança é um ser diferente, uma personalidade incompleta que luta para realizar suas possibilidades, embora não esteja consciente do resultado final.
Primeiramente, se a invenção da escrita alfabética resultou de um processo histórico que envolveu a humanidade por longo tempo, isso nos faz reconhecer como é difícil para a criança perceber com rapidez a natureza da escrita.
Alguns educadores explicam as dificuldades e insucessos da alfabetização pela ineficiência dos próprios mestres, dos métodos ou do próprio material didático. Emília Ferreiro desloca a questão para outro campo, afirmando que a aprendizagem ou alfabetização não é provocada pelo próprio mestre, por suas propostas ou métodos, mas sim, propriamente das crianças que associam sua bagagem de conhecimentos adquiridos a priori, antes de chegar à escola, com aquilo que esta sendo ensinado, resultando assim a construção do conhecimento por sequência de hipóteses, definido em quatro etapas, a seguir descritas, até que esteja alfabetizada:
Nível 1: Pré-silábica:
A criança:
- não estabelece vinculo entre fala e escrita;
- demonstra intenção de escrever através de traçado linear com formas diferentes;
- usa letras do próprio nome ou letras e números d\na mesma palavra;
-caracteriza uma palavra como letra inicial;
- tem leitura global, individual e instável do que escreve: só ela sabe o que quis escrever;
Nível 2: Intermediário Silábico;
A criança:
- começa ater consciência de que existe alguma relação entre pronuncia e a escrita;
- começa a desvincular a escrita das imagens e os números das letras;
- conserva as hipóteses da quantidade mínima e da variedade de caracteres.
Nível 3: Hipótese Silábica;
A criança:
- já supõe que a escrita representa a fala;
- tenta fonetizar a escrita e dar valor sonoro às letras;
- já supõe que a menor unidade de língua seja a sílaba;
- em frases, pode escrever uma letra para cada palavra.
Nível 4: Hipótese Silábico-Alfabética ou Intermediário II;
A criança:
- inicia a superação da hipótese silábica;
- compreende que a escrita representa o som da fala;
- passa a fazer uma leitura termo a termo; (não global)
- consegue combinar vogais e consoantes numa mesma palavra, numa
tentativa de combinar sons, sem tornar, ainda, sua escrita socializável. Por exemplo, CAL para cavalo
Nível 5: Hipótese alfabética:
A criança:
-compreende que a escrita tem função social;
-compreende o modo de construção do código da escrita;
-omite letras quando mistura as hipóteses alfabética e silábicas;
-não tem problemas de escrita no que se refere a conceito;
- não e ortográfica e nem léxica.
A caracterização de cada nível não é estanque, podendo a criança estar numa determinada hipótese e mesclar conceitos do nível anterior. Tal “regressão temporária” demonstra que sua hipótese ainda não está adequada a seus conceitos.
A alfabetização não é mais vista como sendo o ensino de um sistema gráfico que equivale a sons. Um aspecto que tem que ser considerado nessa nova perspectiva é que a relação da escrita com a oralidade não é uma relação de dependência da primeira com a segunda, mas é antes uma relação de interdependência, isto é, ambos os sistemas de representação influenciam-se igualmente.
Ferreiro e Teberosky (1999) apresentaram a descrição da psicogênese da língua escrita, evitando qualquer sugestão metodológica, deixando essa tarefa a cargo dos especialistas em alfabetização. Assim, para os alfabetizadores brasileiros, as décadas de 80 e 90 do século XX foram marcadas por um desafio duplo: a apropriação desse legado teórico construtivista e a transposição desses princípios teóricos para a prática alfabetizadora.
Emília Ferreiro não criou um método de alfabetização, como ouvimos muitas escolas erroneamente declarar, e sim, procurou observar como se realiza a construção da linguagem escrita na criança.
Os resultados de suas pesquisas permitem que, conhecendo a maneira com que a criança concebe o processo de escrita, as teorias pedagógicas e metodológicas, nos apontem caminhos, para evitar os erros mais frequentes daqueles que alfabetizam, desmistificando certos mitos vigentes em nossas escolas.
Segundo Emília Ferreiro e Ana Teberowsky, a grande maioria das crianças, na faixa dos seis anos, faz corretamente a distinção entre texto e desenho, sabendo que o que se pode ler é aquilo que contém letras, embora algumas ainda persistam na hipótese de que tanto se podem ler as letras quanto os desenhos. É bastante significativo que estas crianças pertençam às classes sociais mais pobres que por isso acabam tendo um menor contato com material escrito.
As teorias de Emília Ferreiro foram desenvolvidas em conjunto com Ana Teberosky, pedagoga espanhola. Juntas, produziram um efeito revolucionário nas propostas de superação das dificuldades enfrentadas por crianças em geral, principalmente aquelas que apresentam problemas de aprendizagem.
Assim como Rousseau e Maria Montessori, Emília Ferreiro evita a tese do adultocentrismo, pelo qual a criança era vista como um adulto em miniatura. Ela acredita que a criança é um ser diferente, uma personalidade incompleta que luta para realizar suas possibilidades, embora não esteja consciente do resultado final.
Primeiramente, se a invenção da escrita alfabética resultou de um processo histórico que envolveu a humanidade por longo tempo, isso nos faz reconhecer como é difícil para a criança perceber com rapidez a natureza da escrita.
Alguns educadores explicam as dificuldades e insucessos da alfabetização pela ineficiência dos próprios mestres, dos métodos ou do próprio material didático. Emília Ferreiro desloca a questão para outro campo, afirmando que a aprendizagem ou alfabetização não é provocada pelo próprio mestre, por suas propostas ou métodos, mas sim, propriamente das crianças que associam sua bagagem de conhecimentos adquiridos a priori, antes de chegar à escola, com aquilo que esta sendo ensinado, resultando assim a construção do conhecimento por sequência de hipóteses, definido em quatro etapas, a seguir descritas, até que esteja alfabetizada:
Nível 1: Pré-silábica:
A criança:
- não estabelece vinculo entre fala e escrita;
- demonstra intenção de escrever através de traçado linear com formas diferentes;
- usa letras do próprio nome ou letras e números d\na mesma palavra;
-caracteriza uma palavra como letra inicial;
- tem leitura global, individual e instável do que escreve: só ela sabe o que quis escrever;
Nível 2: Intermediário Silábico;
A criança:
- começa ater consciência de que existe alguma relação entre pronuncia e a escrita;
- começa a desvincular a escrita das imagens e os números das letras;
- conserva as hipóteses da quantidade mínima e da variedade de caracteres.
Nível 3: Hipótese Silábica;
A criança:
- já supõe que a escrita representa a fala;
- tenta fonetizar a escrita e dar valor sonoro às letras;
- já supõe que a menor unidade de língua seja a sílaba;
- em frases, pode escrever uma letra para cada palavra.
Nível 4: Hipótese Silábico-Alfabética ou Intermediário II;
A criança:
- inicia a superação da hipótese silábica;
- compreende que a escrita representa o som da fala;
- passa a fazer uma leitura termo a termo; (não global)
- consegue combinar vogais e consoantes numa mesma palavra, numa
tentativa de combinar sons, sem tornar, ainda, sua escrita socializável. Por exemplo, CAL para cavalo
Nível 5: Hipótese alfabética:
A criança:
-compreende que a escrita tem função social;
-compreende o modo de construção do código da escrita;
-omite letras quando mistura as hipóteses alfabética e silábicas;
-não tem problemas de escrita no que se refere a conceito;
- não e ortográfica e nem léxica.
A caracterização de cada nível não é estanque, podendo a criança estar numa determinada hipótese e mesclar conceitos do nível anterior. Tal “regressão temporária” demonstra que sua hipótese ainda não está adequada a seus conceitos.
A alfabetização não é mais vista como sendo o ensino de um sistema gráfico que equivale a sons. Um aspecto que tem que ser considerado nessa nova perspectiva é que a relação da escrita com a oralidade não é uma relação de dependência da primeira com a segunda, mas é antes uma relação de interdependência, isto é, ambos os sistemas de representação influenciam-se igualmente.
Ferreiro e Teberosky (1999) apresentaram a descrição da psicogênese da língua escrita, evitando qualquer sugestão metodológica, deixando essa tarefa a cargo dos especialistas em alfabetização. Assim, para os alfabetizadores brasileiros, as décadas de 80 e 90 do século XX foram marcadas por um desafio duplo: a apropriação desse legado teórico construtivista e a transposição desses princípios teóricos para a prática alfabetizadora.
Emília Ferreiro não criou um método de alfabetização, como ouvimos muitas escolas erroneamente declarar, e sim, procurou observar como se realiza a construção da linguagem escrita na criança.
Os resultados de suas pesquisas permitem que, conhecendo a maneira com que a criança concebe o processo de escrita, as teorias pedagógicas e metodológicas, nos apontem caminhos, para evitar os erros mais frequentes daqueles que alfabetizam, desmistificando certos mitos vigentes em nossas escolas.
Segundo Emília Ferreiro e Ana Teberowsky, a grande maioria das crianças, na faixa dos seis anos, faz corretamente a distinção entre texto e desenho, sabendo que o que se pode ler é aquilo que contém letras, embora algumas ainda persistam na hipótese de que tanto se podem ler as letras quanto os desenhos. É bastante significativo que estas crianças pertençam às classes sociais mais pobres que por isso acabam tendo um menor contato com material escrito.
Para refletirmos. ..FRASES DE PAULO FREIRE
"Se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a
sociedade muda".
"Educar e educar-se, na prática da liberdade, é tarefa daqueles que pouco sabem - por isto sabem que sabem algo e podem assim chegar a saber mais - em diálogo com aqueles que, quase sempre, pensam que nada sabem, para que estes, transformando seu pensar que nada sabem em saber que pouco sabem, possam igualmente saber mais".
"O mundo não é, o mundo está sendo".
"A leitura do mundo precede a leitura da palavra"
"Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda".
"O homem, ser de relações, e não só de contatos, não apenas está no mundo, mas com o mundo"
"É porque eu amo o mundo que luto para que a justiça social venha antes da caridade"
"Somente o homem pode distanciar-se do objeto para admirá-lo"
"Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho, as pessoas se libertam em comunhão."
"Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo".
"A educação modela as almas e recria os corações. Ela é a alavanca das mudanças sociais
"Não posso continuar sendo humano se faço desaparecer em mim a esperança"
''Não há saber mais, nem saber menos, há saberes diferentes''
"Como professor não me é possível ajudar o educando a superar sua ignorância se não supero permanentemente a minha".
"O tempo que levamos dizendo que para haver alegria na escola é preciso primeiro mudar radicalmente o mundo é o tempo que perdemos para começar a inventar e a viver a alegria".
"...aprender não é um ato findo. Aprender é um exercício constante de renovação..."
"...Inauguram o desamor, não os desamados, mas os que não amam, porque apenas se amam..."
"A amorosidade de que falo, o sonho pelo qual brigo e para cuja realização me preparo permanentemente, exigem em mim, na minha experiência social, outra qualidade: a coragem de lutar ao lado da coragem de AMAR!!!"
"Não é, porém, a esperança um cruzar de braços e esperar. Movo-me na esperança enquanto luto e, se luto com esperança, espero."
"Por isso a alfabetização não pode ser feita de cima para baixo, como uma dádiva ou uma imposição, mas de dentro para fora, pelo próprio analfabeto e apenas com a colaboração do educador". "Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo; os homens educam-se entre si, mediados pelo mundo".
"A teoria sem a prática é puro verbalismo inoperante, a prática sem a teoria é um atavismo cego".
"O conhecimento exige uma presença curiosa do sujeito em face do mundo. Requer uma ação transformadora sobre a realidade. Demanda uma busca constante. Implica em invenção e em reinvenção".
"Estudar exige disciplina. Estudar não é fácil. porque estudar pressupõe criar, recriar, e não apenas repetir o que os outros dizem ...""Estudar é um dever revolucionário" "A escola sozinha não muda as condições de injustiças sociais... Resta perguntar: Está fazendo tudo que pode?"
"Não nego a competência, por outro lado, de certos arrogantes, mas lamento neles a ausência de simplicidade que, não diminuindo em nada seu saber, os faria gente melhor. Gente mais gente".
"A educação tem caráter permanente. Não há seres educados e não educados. Estamos todos nos educando".
"Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa, por isso aprendemos sempre".
" Não se deve confundir liberdade com libertinagem" .
"Ai de nós, educadores e educadoras, se deixarmos de sonhar sonhos possíveis".
"Educar é educar-se na prática da liberdade, é tarefa daqueles que sabem que pouco sabem - por isso sabem algo e podem assim chegar a saber mais - em diálogo com aqueles que, quase sempre, pensam que nada sabem, para estes, transformando seu pensar que nada sabem em saber que pouco sabem, possam igualmente saber mais."
"Crescer como Profissional, significa ir localizando- se no tempo e nas circunstâncias em que vivemos, para chegarmos a ser um ser verdadeiramente capaz de criar e transformar a realidade em conjunto com os nossos semelhantes para o alcance de nosso objetivos como profissionais da Educação".
"Se nossa opção é progressista, se estamos a favor da vida e não da morte, da equidade e não da injustiça, do direito e não do arbítrio, da convivência com o diferente e não de sua negação, não temos outro caminho senão viver plenamente a nossa opção"...
"O educador se eterniza em cada ser que educa".
"Todo conhecimento é autoconhecimento" .
"Sem limites, é impossível que a liberdade se torne liberdade e também é impossível para a autoridade realizar sua obrigação, que é precisamente a de estruturar limites"
"O erro na verdade não é ter um certo ponto de vista, mas absolutizá-lo e desconhecer que, mesmo do acerto de seu ponto de vista é possível que a razão ética nem sempre esteja com ele".
"Ensinar exige segurança, competência profissional e generosidade. "
“A educação é um ato de amor, por isso, um ato de coragem. Não pode temer o debate. A análise da realidade. Não pode fugir à discussão criadora, sob pena de ser uma farsa”.
" Precisamos contribuir para criar a escola que é aventura, que marcha, que não tem medo do risco, por isso que recusa o imobilismo. A escola em que se pensa, em que se cria, em que se fala, em que se adivinha, a escola que apaixonadamente diz sim a vida"
" É fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal maneira que num dado momento a tua fala seja a tua prática."
É preciso ousar, aprender a ousar , para dizer NÃO a burocratização da mente a que nos expomos diariamente" ."É preciso ousar para jamais dicotomizar o cognitivo do emocional. Não deixe que o medo do difícil paralise você".
"Saber que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção"
"Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino". "A educação necessita tanto de formação técnica e científica como de sonhos e utopias".
Crônicas da Velena
"Educar e educar-se, na prática da liberdade, é tarefa daqueles que pouco sabem - por isto sabem que sabem algo e podem assim chegar a saber mais - em diálogo com aqueles que, quase sempre, pensam que nada sabem, para que estes, transformando seu pensar que nada sabem em saber que pouco sabem, possam igualmente saber mais".
"O mundo não é, o mundo está sendo".
"A leitura do mundo precede a leitura da palavra"
"Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda".
"O homem, ser de relações, e não só de contatos, não apenas está no mundo, mas com o mundo"
"É porque eu amo o mundo que luto para que a justiça social venha antes da caridade"
"Somente o homem pode distanciar-se do objeto para admirá-lo"
"Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho, as pessoas se libertam em comunhão."
"Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo".
"A educação modela as almas e recria os corações. Ela é a alavanca das mudanças sociais
"Não posso continuar sendo humano se faço desaparecer em mim a esperança"
''Não há saber mais, nem saber menos, há saberes diferentes''
"Como professor não me é possível ajudar o educando a superar sua ignorância se não supero permanentemente a minha".
"O tempo que levamos dizendo que para haver alegria na escola é preciso primeiro mudar radicalmente o mundo é o tempo que perdemos para começar a inventar e a viver a alegria".
"...aprender não é um ato findo. Aprender é um exercício constante de renovação..."
"...Inauguram o desamor, não os desamados, mas os que não amam, porque apenas se amam..."
"A amorosidade de que falo, o sonho pelo qual brigo e para cuja realização me preparo permanentemente, exigem em mim, na minha experiência social, outra qualidade: a coragem de lutar ao lado da coragem de AMAR!!!"
"Não é, porém, a esperança um cruzar de braços e esperar. Movo-me na esperança enquanto luto e, se luto com esperança, espero."
"Por isso a alfabetização não pode ser feita de cima para baixo, como uma dádiva ou uma imposição, mas de dentro para fora, pelo próprio analfabeto e apenas com a colaboração do educador". "Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo; os homens educam-se entre si, mediados pelo mundo".
"A teoria sem a prática é puro verbalismo inoperante, a prática sem a teoria é um atavismo cego".
"O conhecimento exige uma presença curiosa do sujeito em face do mundo. Requer uma ação transformadora sobre a realidade. Demanda uma busca constante. Implica em invenção e em reinvenção".
"Estudar exige disciplina. Estudar não é fácil. porque estudar pressupõe criar, recriar, e não apenas repetir o que os outros dizem ...""Estudar é um dever revolucionário" "A escola sozinha não muda as condições de injustiças sociais... Resta perguntar: Está fazendo tudo que pode?"
"Não nego a competência, por outro lado, de certos arrogantes, mas lamento neles a ausência de simplicidade que, não diminuindo em nada seu saber, os faria gente melhor. Gente mais gente".
"A educação tem caráter permanente. Não há seres educados e não educados. Estamos todos nos educando".
"Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa, por isso aprendemos sempre".
" Não se deve confundir liberdade com libertinagem" .
"Ai de nós, educadores e educadoras, se deixarmos de sonhar sonhos possíveis".
"Educar é educar-se na prática da liberdade, é tarefa daqueles que sabem que pouco sabem - por isso sabem algo e podem assim chegar a saber mais - em diálogo com aqueles que, quase sempre, pensam que nada sabem, para estes, transformando seu pensar que nada sabem em saber que pouco sabem, possam igualmente saber mais."
"Crescer como Profissional, significa ir localizando- se no tempo e nas circunstâncias em que vivemos, para chegarmos a ser um ser verdadeiramente capaz de criar e transformar a realidade em conjunto com os nossos semelhantes para o alcance de nosso objetivos como profissionais da Educação".
"Se nossa opção é progressista, se estamos a favor da vida e não da morte, da equidade e não da injustiça, do direito e não do arbítrio, da convivência com o diferente e não de sua negação, não temos outro caminho senão viver plenamente a nossa opção"...
"O educador se eterniza em cada ser que educa".
"Todo conhecimento é autoconhecimento" .
"Sem limites, é impossível que a liberdade se torne liberdade e também é impossível para a autoridade realizar sua obrigação, que é precisamente a de estruturar limites"
"O erro na verdade não é ter um certo ponto de vista, mas absolutizá-lo e desconhecer que, mesmo do acerto de seu ponto de vista é possível que a razão ética nem sempre esteja com ele".
"Ensinar exige segurança, competência profissional e generosidade. "
“A educação é um ato de amor, por isso, um ato de coragem. Não pode temer o debate. A análise da realidade. Não pode fugir à discussão criadora, sob pena de ser uma farsa”.
" Precisamos contribuir para criar a escola que é aventura, que marcha, que não tem medo do risco, por isso que recusa o imobilismo. A escola em que se pensa, em que se cria, em que se fala, em que se adivinha, a escola que apaixonadamente diz sim a vida"
" É fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal maneira que num dado momento a tua fala seja a tua prática."
É preciso ousar, aprender a ousar , para dizer NÃO a burocratização da mente a que nos expomos diariamente" ."É preciso ousar para jamais dicotomizar o cognitivo do emocional. Não deixe que o medo do difícil paralise você".
"Saber que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção"
"Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino". "A educação necessita tanto de formação técnica e científica como de sonhos e utopias".
Crônicas da Velena
14 de Outubro de 2012
Hoje
passei o dia pensando na data 15 de outubro, data esta que é vista para muitos
alunos como um dia para homenagear seus professores. Um dia de festa,
declarações (na maioria, tímidas!), abraços, cantigas de parabéns a você e
muitos beijos. Para os professores, muita alegria por ver nos olhinhos
carinhosos dos seus alunos, muita ternura, aqueles mesmos olhos que na maioria
das vezes tiram a atenção na hora da explicação. Mas, é o dia dos professores,
nada de pensar em coisas desagradáveis. Sim, dia de muita reflexão, para alguns
professores, “nada para comemorar”, é o que ouvimos pelos corredores, baixos
salários, sala super lotadas, estresses, e outras e outras lamentações...Para
outros, dia de alegria, reconhecimento por parte dos personagens principais, os
alunos. Dia de colocar em xeque aquela célebre frase: “meu maior presente é
vocês se comportarem e aprenderem”, dia de comilança, ter que passar por todas
as salas e marcar presença provando de todas as guloseimas. E o regime?
Coitado, fica para a próxima segunda-feira...
Silvelena Maia

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