Alfabetização

Como elaborar e analisar diagnósticos

  • Organizar uma lista escolhendo as palavras a partir dos seguintes campos semânticos: nomes de animais; nomes das partes do corpo humano; nomes de materiais escolares. Em cada linha foram agrupadas palavras segundo o número de sílabas. Para compor a lista considerar no mínimo 6 palavras, mas é preciso que na lista tenham palavras de quantidade de sílabas diferentes, a ordem deve ser da polissílaba para a monossílaba.

ANIMAIS
PARTES DO CORPO
MATERIAL ESCOLAR
Mariposa
Dinossauro
Rinoceronte.
Sobrancelha

Lapiseira

Formiga
Esquilo
Coelho
Cabeça
Barriga
Orelha
Caderno
Caneta
Massinha
Tigre
Onça
Urso
Perna
Braço
Dedo
Unha.
Livro
Lápis
Papel
Cão
Mão
Giz
Frase:
O tigre está na floresta.
Frase:
O menino machucou o pé
Frase:
Comprei um caderno na papelaria.


Caso a equipe pedagógica  decida pela elaboração da lista de palavras que será proposta para os alunos escreverem, é necessário considerar os seguintes critérios:

Þ     A relação de palavras deve fazer parte de um mesmo campo semântico. Por exemplo: nomes de animais, nomes de materiais escolares, nomes de “coisas” que têm na floresta, nomes de alimentos, nomes de “coisas” que têm no rio etc.
Þ     A relação de palavras deve se iniciar com um polissílabo e acabar com um monossílabo.
Por exemplo: rinoceronte (5 sílabas), formiga (3 sílabas), tigre (2 sílabas), cão (1 sílaba).
Þ     A relação deve ter pelo menos 6 palavras.
Þ     Não deve haver repetição de letras -seguidas- na palavra. Por exemplo: a palavra cAvAlo, ElEfante, tem as letras “A” e “E” repetidas.

Ao escolher a escrita de uma lista de palavras para ser usada como atividade diagnóstica, podemos decidir se as palavras serão ditadas pela professora ou se serão dados os desenho e os alunos deverão escrever o nome de cada um deles.

Quando a escrita da lista for a partir do ditado das palavras pela professora, é preciso que o ditado de cada palavra seja feito sem silabar ou escandir a sílaba, ou seja, sem dar ênfase exagerada a sua pronúncia para não induzir a escrita da criança. Por exemplo, se a palavra for ‘APONTADOR’, não ditar silabando: A – PON – TA – DOR dando pausas entre uma sílaba e outra e nem tampouco, ditar escandindo: A – PONNNNN – TA – DORRRR, alongando a pronúncia da sílaba.

No caso da escrita de lista ser a partir de desenhos, é preciso garantir a qualidade gráfica dos mesmos, assim como que as folhas com os desenhos não sejam distribuídos para todas as crianças escreverem ao mesmo tempo e que depois leiam individualmente para a professora. Se assim for, a atividade não terá nenhuma validade, pois o que garante que esta seja uma boa situação para conhecer o que os alunos sabem sobre a escrita é que ela seja realizada individualmente com a leitura que o aluno deve fazer imediatamente após ter escrito a palavra.

Seja qual for a lista proposta, é necessário compreender que nesse tipo de avaliação inicial o que importa é que os alunos possam demonstrar o que conhecem sobre a leitura e a escrita. Não é preciso nenhum tipo de preparação para que os alunos realizem a atividade, apenas a explicação do que devem fazer, para que tenham o melhor desempenho possível tendo em conta o que já sabem no momento da avaliação.


É necessário assegurar que:


Þ     A atividade seja realizada individualmente, ou seja, o professor deve acompanhar um aluno por vez.
Þ     Não se deve ditar as palavras “silabando”.
Þ     Cada palavra escrita deve ser imediatamente acompanhada da leitura do aluno.
Þ     O professor registre a escrita e a leitura do aluno, bem como outras informações que julgue relevante, numa folha à parte.



QUADRO - SÍNTESE DAS HIPÓTESES DE ESCRITA

HIPÓTESE DE ESCRITA
O QUE SABE A CRIANÇA
O QUE PRECISA SABER
O QUE PROPOR A ESSA CRIANÇA
PRÉ-SILÁBICA:

·         De inicio não faz  diferenciação clara entre desenho e escrita;
·         Não compreende que a escrita representa a fala;
·         Constrói duas hipóteses que vão acompanhá-la por algum tempo: quantidade mínima de letras e mínimo de variedade de caracteres;
·         Faz uma leitura global.
·         Que a escrita representa a fala;
·         Que se escreve com letras;
·         Conhecer textos de memória;
·         Aprender o alfabeto;
·         Compreender o princípio alfabético.
·         Ler diariamente para os alunos;
·         Ensinar o alfabeto;
·         Trabalhar com nome próprio;
·         Trabalhar com textos conhecidos de memória;
·         Trabalhar com listas;
·         Trabalhar com alfabeto móvel;
·         Ler e escrever mesmo sem saber convencionalmente;
·         Ler mostrando o que está escrito.
SILÁBICA SEM VALOR SONORO:

·         Que a escrita representa a fala, mas não compreende a natureza dessa relação;
·         Que se escreve com letras, mas não sabe ainda quantas e quais letras usar;
·         Que cada letra representa uma sílaba (silábica estrita), mas utiliza a letra que não corresponde ao fonema;
·         Entra em conflito com a quantidade minima de letras (entre 2 e 4 letras).

·       Que as letras representam os fonemas.



·         Atividades que coloque em questão aspectos quantitativos e qualitativos (quantas e quais letras utilizar); agrupar os alunos considerando esses dois eixos;
·         Ler textos que conhecem de memória e possam fazer uso das estratégias de leitura;
·         Ler e escrever pequenos textos;
·         Fazer agrupamentos com alunos que fazem uso do valor sonoro convencional;
·         Ler justificando sua escrita para o professor;
·         Ler textos que conhecem de memória, fazendo o ajuste entre o oral e o escrito.
SILÁBICA COM VALOR SONORO:

·         Que a escrita representa a fala e começa a  compreender a natureza dessa relação;
·         Que cada letra representa uma sílaba (silábica estrita) e utilizada a letra que  corresponde ao fonema;
·          Pode fazer uso das vogais ou das consoantes;

·         Que os fonemas são formados por dois ou mais grafemas;

·         Atividades que coloque em questão aspectos quantitativos e qualitativos (quantas e quais letras utilizar); agrupar os alunos considerando esses dois eixos;
·         Ler textos que conhecem de memória e possam fazer uso das estratégias de leitura;
·         Ler e escrever pequenos textos;
·         Fazer agrupamentos com alunos que dão soluções diferentes para os desafios colocados;
·         Ler justificando sua escrita para o professor.
SILÁBICO-ALFABETICA:

·         Já compreendeu como se organiza o sistema alfabético de escrita, embora ainda entre em conflito com a relação fonema / grafema;
·         Estabelece relação entre a pauta sonora e a escrita;
·         Ora representa a sílaba completa, ora usa apenas uma letra para representar a sílaba.
·         Que os fonemas são formados por dois ou mais grafemas;
·         Que há regularidade na representação dos fonemas;
·         Ler textos cujo conteúdo sabem de memória;
·         Ler textos onde podem fazer uso das estratégias de leitura;
·         Escrevam textos significativos e justifiquem suas escritas;
·         Fazer agrupamentos com alunos que dão soluções diferentes para os desafios colocados.

ESCRITA ALFABÉTICA:

·       Estabelece relação entre a pauta sonora e a escrita e já compreendeu a natureza dessa relação;
·         Descobriu que as letras representam os fonemas e não as sílabas;
·         Descobriu a sílaba no escrito.
·         Escrever ortograficamente;
·       Fazer a segmentação das palavras e frases.
·         Ler textos de conteúdo parcialmente conhecido;
·         Escrever e ler textos justificando suas escritas;
·         Realizar atividades que coloquem em questão a divisão do texto em palavras (segmentação) e a ortografia;
·         Fazer agrupamentos com alunos que dão soluções diferentes para os desafios colocados;
·         Explorar várias estruturas silábicas fazendo paralelo.
Ex.  paro – prato
       Cato – canto
       Caro - carro





Idéias para Alfabetização

. Use jogos educativos nas suas aulas.
· Desenvolva atividades lúdicas com seus alunos.
· Procure introduzir cada novo conteúdo de forma diferente.
· Mude a disposição das cadeiras e mesas na sala de aula.
· Faça os alunos participarem das aulas.
· Troque de ambiente e dê aula no pátio da escola, por exemplo. Explore cartazes, vídeos, filmes.
· Traga jornais e revistas para a sala de aula.
· Aproveite todo o ambiente escolar.
· Crie aulas diferentes e divertidas.
· Elabore situações problemas para os seus alunos resolverem.
· Busque auxílio nos meios de comunicação.
· Troque experiências com os colegas.
· Valorize as opiniões de seus alunos.
· Peça sugestões aos seus alunos quando for preparar suas aulas.
· Faça trabalhos em pequenos grupos ou grupos sucessivos.
· Solicite uma avaliação das suas aulas aos seus alunos.
· Incentive e estimule a aprendizagem dos seus alunos.
· Deixe transparecer que você acredita e valoriza o seu trabalho.

Jogos e Atividades para Alfabetização

Analise cada jogo abaixo e aplique aos alunos de forma a ajudarem a refletirem sobre a escrita e leitura.

1- Jogo dos 7 erros: a profª elabora uma lista de palavras e, em 7 delas, substitui uma letra por outra que não faça parte da palavra. A criança deve localizar essas 7 substituição.

2- Jogo dos 7 erros: a profª elabora uma lista de palavras e, em 7 delas, inverte a ordem de 2 letras (ex: cachorro – cachroro). A criança deve achar esses 7 erros.

3- Jogo dos 7 erros: a profª elabora uma lista de palavras e, em 7 delas, omite uma letra. O aluno deve localizar os 7 erros.

4- Jogo dos 7 erros
: a profª elabora uma lista de palavras e, em 7 delas, acrescenta 1 letra que não existe. A criança deve localizar quais são elas.

5- Jogo dos 7 erros:
a profª escreve um texto conhecido (música, parlenda, etc.) e substitui 7 palavras por outras, que não façam parte do texto. O aluno deve achar quais são elas.

6- Jogo dos sete erros:
a Profª escreve um texto conhecido (musica, parlenda, etc.) e omite 7 palavras. O aluno deve descobrir quais são elas.

7- Jogo dos 7 erros : a profª escreve um texto conhecido (musica, parlenda, etc.) e inverte a ordem de 7 palavras. O aluno deve localizar essas inversões.

8- Jogo dos 7 erros:
a profª escreve um texto conhecido (musica, parlenda, etc.) e acrescenta 7 palavras que não façam parte dele. A criança deve localizar quais são elas.

9- Caça palavras:
a profª monta o quadro e dá só uma pista: "Ache 5 nomes de animais" por exemplo.

10- Caça palavras:
a profª monta o quadro e escreve, ao lado, as palavras que o aluno deve achar.

11- Caça palavras no texto:
a profª dá um texto ao aluno e destaca palavras a serem encontradas por ele, dentro do texto.

12- Jogo da memória:
o par deve ser composto pela escrita da mesma palavra nas duas peças, sendo uma em letra bastão, e a outra, cursiva.

13- Jogo da memória: o par deve ser idêntico e, em ambas as peças, deve haver a figura acompanhada do nome.

14- Jogo da memória: o par deve ser composto por uma peça contendo a figura, e a outra, o seu nome.

15- Cruzadinha:
A profª monta a cruzadinha convencionalmente, colocando os desenhos para a criança pôr o nome. Mas, para ajudá-las, faz uma tabela com todas as palavras da cruzadinha em ordem aleatória. Assim, a criança consulta a tabela e "descobre" quais são os nomes pelo número de letras, letra inicial, final, etc.

16- Cruzadinha:
A profª monta a cruzadinha convencionalmente, colocando os desenhos para a criança pôr o nome. Mas, para ajudá-las, faz um quadro com todos os desenhos e seus respectivos nomes, para que a criança só precise copiá-los, letra a letra.

17- Cruzadinha:
A profª monta a cruzadinha convencionalmente, colocando os desenhos para a criança escreva seus nomes.

18- Bingo de letras:
as cartelas devem conter letras variadas. Algumas podem conter só letras do tipo bastão; as outras, somente cursivas; e outras letras dos dois tipos, misturadas.

19- Bingo de palavras:
as cartelas devem conter palavras variadas. Algumas podem conter só palavras do tipo bastão; as outras, somente cursivas; e outras, letras dos dois tipos.

20- Bingo:
a profª deve eleger uma palavra iniciada por cada letra do alfabeto e distribuí-las, aleatoriamente, entre as cartelas. (+/- 6 palavras por cartela). A profª sorteia a letra e o aluno assinala a palavra sorteada por ela.

21- Bingo :
as cartelas devem conter letras variadas. A profª dita palavras e a criança deve procurar, em sua cartela, a inicial da palavra ditada.

22- Quebra cabeça de rótulos : a profª monta quebra cabeças de rótulos e logomarcas conhecidas e, na hora de montar, estimula a criança a pensar sobre a "ordem das letras"

23- Dominó de palavras:
em cada parte da peça deve estar uma palavra, com a respectiva ilustração.

24- Ache o estranho:
a profª recorta, de revistas, rótulos, logomarcas, embalagens, etc. Agrupa-os por categoria, deixando sempre um "estranho" (ex: 3 alimentos e um produto de limpeza; 4 coisas geladas e 1 quente; 3 marcas começadas por "A" e uma por "J"; 4 marcas com 3 letras e 1 com 10, etc.) Cola cada grupo em uma folha, e pede ao aluno para achar o estranho.

25- Procure seu irmão:
os pares devem ser um rótulo ou logomarca conhecidos e, seu respectivo nome, em letra bastão.

26- "Procure seu irmão":
os pares devem ser uma figura e sua respectiva inicial.

27) Jogo do alfabeto:
Utilize um alfabeto móvel (1 consoante para cada 3 vogais).
Divida a classe em grupo e entregue um jogo de alfabeto para cada um.
Vá dando as tarefas, uma a uma:
· levantar a letra ___
· organizar em ordem alfabética
· o professor fala uma letra e os alunos falam uma palavra que inicie com ela.
· formar frases com a palavra escolhida
· formar palavras com o alfabeto móvel
· contar as letras de cada palavra
· separar as palavras em sílabas
· montar histórias com as palavras formadas
· montar o nome dos colegas da sala
· montar os nomes dos componentes do grupo


28) Pares de Palavras
Objetivo:
utilizar palavras do dicionário
Destreza predominante: expressão oral
Desenvolvimento: O professor escolhe algumas palavras e as escreve na lousa dentro de círculos (1 para cada palavra). Dividir a classe em duplas. Cada dupla, uma por vez, dirigir-se-á até a lousa e escolherá um par de palavras formando uma frase com elas. A classe analisará a frase e se acharem que é coerente a dupla ganha 1 ponto e as palavras são apagadas da lousa. O jogo termina quando todas as palavras forem apagadas.

29) Formando palavras Número de jogadores:
4 por grupo.
Material:
50 cartões diferentes (frente e verso)
Um kit de alfabeto móvel por grupo (com pelo menos oito cópias de cada letra do alfabeto)
Desenvolvimento: Embaralhe os cartões e entregue dez deles para cada grupo;Marque o tempo – 20 minutos – para formarem a palavra com o alfabeto móvel no verso de cada desenho. Ganha o jogo o grupo que primeiro preencher todos os cartões.

Variações:
· Classificar (formar conjuntos) de acordo:
· com o desenho da frente dos cartões;
· com o número de letras das palavras constantes dos cartões;
· com o número de sílabas das palavras dos cartões;
· com a letra inicial;

30) Treino de rimas
Várias cartas com figuras de objetos que rimam de três formas diferentes são colocadas diante das crianças. Por exemplo, pode haver três terminações: /ão/, /ta/, /ço/. Cada criança deve então retirar uma carta, dizer o nome da figura e colocá-la numa pilha com outras figuras que tenham a mesma rima. O teste serve para mostrar as palavras que terminam com o mesmo som. Ao separá-las de acordo com o seu final, juntam-se as figuras em três pilhas com palavras de terminações diferentes.

31) Treino de aliterações
Em uma folha com figuras, a criança deve colorir as que comecem com a mesma sílaba de um desenho-modelo (por exemplo, desenho-modelo: casa; desenhos com a mesma sílaba inicial: caminhão, cama, caracol; desenhos com sílabas iniciais diferentes: xícara, galinha, tartaruga). A mesma atividade pode ser depois repetida enfatizando-se a sílaba final das palavras (por exemplo, desenho-modelo: coração; desenhos com o mesmo final: televisão, leão, balão, mão; desenhos com finais diferentes: dado, uva, fogo).

32) Treino de consciência de palavras
Frases com palavras esquisitas, que não existem de verdade, são ditadas para a criança, que deve corrigir a frase. Substitui-se a pseudopalavra por uma palavra correta. Por exemplo, troca-se "Eu tenho cinco fitos em cada mão" por "Eu tenho cinco dedos em cada mão". Nesse jogo, palavras irreais são trocadas por palavras que existem de verdade, deixando a frase com sentido. Mostra-se que, ao criar frases com palavras que não existem, essas não têm significado.33) Batucando
A professora fala uma palavra e o aluno "batuca" na mesa de acordo com o número de silabas.

34) Adivinha qual palavra é:
A professora fala uma palavra (BATATA) e os alunos repetem omitindo a sílaba inicial (TATA) ou a final (BATA)

35) Lá vai a barquinha carregadinha de ...
A professora fala uma sílaba e as crianças escolhem as palavras.

36) Adivinhando a palavra
O professor fala uma palavra omitindo a silaba final e os alunos devem adivinhar a palavra. (ou a inicial)

37) Quantas sílabas?
A professora fala uma palavra e a criança risca no papel e acordo com o número de sílabas (ou faz bolinhas)

38) Descoberta de palavras com o mesmo sentido
Ajude o aluno a perceber que o mesmo significado pode ser representado por mais de uma palavra. Isso é fácil de constatar pela comparação de frases como as que se seguem:
O médico trata dos doentes
O doutor trata dos doentes

Forneça, em frases, exemplos do emprego de sinônimos de uso comum como:
Bonita, bela;
Malvado, mau;
Rapaz; moço
Bebê; neném;
Saboroso; gostoso

39) Descoberta de palavras com mais de um significado:
Com essa atividade, os alunos perceberão que palavras iguais podem ter significados diferentes. Ajude-os a formar frases com as palavras: manga, botão, canela, chato; corredor; pena, peça; etc

40) Respondendo a perguntas engraçadas:
Faça-as pensar sobre a existência de homônimos através de brincadeiras ou adivinhações:
a asa do bule tem penas?
O pé da mesa usa meia?
A casa do botão tem telhado?

41) Escrita com música: 1) dividir os alunos em equipes de 4 elementos; 2) distribuir, entre as equipes, uma folha de papel; 3) apresentar às equipes uma música previamente selecionada pelo professor; 4) pedir que o aluno 1 de cada uma das equipes registre, na folha, ao sinal dado pelo professor, suas idéias, sentimentos, emoções apreendidas ao ouvir a música; 5) solicitar-lhe que, findo o seu tempo, passe a folha ao aluno 2, que deverá continuar a tarefa. E assim sucessivamente, até retornar ao aluno 1, que deverá ler o produto final de todo o trabalho para toda a classe.
Observação: a folha de papel deverá circular no sentido horário.

42) Conversa por escrito: 1
) dividir a classe em duplas; 2) entregar a cada uma das duplas uma folha de papel; 3) pedir às duplas que iniciem uma conversa entre seus elementos (ou pares), mas por escrito.
Observações: 1) a dupla poderá conversar sobre o que quiser, mas deverá registrar a conversa na folha recebida; 2) a dupla não precisará ler sua conversa à classe; apenas o fará, se estiver disposta a tanto.
Objetivo específico dessa atividade: ensejar a reflexão sobre as diferenças entre a linguagem oral e a escrita.

43) Interpretando por escrito: 1) dividir os alunos em equipes de 4 elementos cada uma; 2) numerá-los de 1 a 4; 3) distribuir, entre as mesmas, pequenas gravuras (se possível de pinturas abstratas); 4) solicitar que cada uma das equipes registre, por escrito, o que entendeu sobre os quadros propostos; 5) ler as interpretações obtidas.

44) Brincando com as cores:
1) dividir a classe em equipes de 4 elementos; 2) numerar os participantes de cada uma; 3) distribuir, entre elas, as cores: atribuir uma cor (vermelho, verde, amarelo, azul, etc.) a cada uma das equipes ou grupos; 4) pedir que cada um dos elementos de cada uma das equipes registre, numa folha de papel que circulará entre os participantes, suas impressões a respeito da cor recebida; 5) solicitar das equipes a leitura das impressões registradas.

Observações: a mesma atividade poderá ser realizada, mas sem a entrega de cores às equipes. Neste caso, cada um dos grupos deverá produzir um pequeno texto sobre uma cor, sem nomeá-la, mas procurando "dar pistas" a respeito da mesma, a fim de que os colegas possam descobri-la. Algumas equipes poderão ler seus textos e, se a cor não for descoberta, o professor poderá organizar uma discussão sobre esse fato, apontando, alguns fatores que talvez tenham dificultado a não identificação. Outra atividade com cores poderá ser a dramatização por meio de gestos, ou mímica, de uma cor escolhida pela(s) equipe(s).

45) Compondo um belo texto-poema:
1) dividir os alunos em equipes ou grupos; 2) indicar a cada uma três substantivos - chave do poema: mar, onda, coqueiro; 3) marcar, no relógio, 10 (dez) minutos para a composição dos poemas; 5) expor, no mural de classe, os textos produzidos pelas equipes.

46) Cinema imaginário:
1) dividir a sala em equipes ou grupos; 2) apresentar às equipes três ou quatro trechos (curtos) de trilhas sonoras de filmes; 3) solicitar que os alunos imaginem cenas cinematográficas referente às trilhas ouvidas; 4) interrogar os alunos sobre o que há de semelhante e o que há de diferente nas cenas imaginadas por eles.

"A partir das respostas a essas perguntas, o professor discutirá, com os alunos, o papel do conhecimento prévio e o das experiências pessoais e culturais que compartilhamos, para que possamos compreender textos (verbais, não-verbais, musicados, ...)





Trabalho pedagógico com nomes próprios
*
    O conhecimento do próprio nome tem duas conseqüências importantes para os alunos que estão se alfabetizando:

é uma escrita livre de contexto;
é uma escrita que informa sobre a ordem não-aleatória dentro do conjunto de letras.
  A escrita do próprio nome representa uma oportunidade privilegiada de reflexão sobre o funcionamento do sistema de escrita, pelas seguintes razões:
tanto do ponto de vista lingüístico como do gráfico, o nome próprio é um modelo estável;
o nome próprio é um nome que se refere a um único objeto, com o que se elimina para a criança, a ambiguidade na interpretação;
o nome próprio tem valor de verdade porque se reporta a uma existência, a um saber compartilhado por ambos, emissor e receptor;
do ponto de vista da função, fica claro que identificar objetos ou indivíduos com nomes faz parte dos intercâmbios sociais da nossa cultura;
do ponto de vista da estrutura daquilo que está escrito, a pauta lingüística e o referente coincidem.
       A escrita de nomes próprios é uma boa situação para trabalhar com modelos de escrita, e isso é conveniente porque esse tipo de modelo oferece informação à criança sobre:
a forma e o valor sonoro convencional das letras;
a quantidade de letras necessária para escrever os nomes;
a variedade, a posição e a ordem das letras em uma escrita convencional;
a realidade convencional da escrita, o que serve de referência para checar as próprias hipóteses.

Algumas atividades no que se refere ao trabalho pedagógico, têm se mostrado produtivas as situações em que as crianças precisem:

Consultar listas de nomes ou apelidos.
Reconhecer a escrita dos nomes dos colegas.
Identificar diferentes segmentos constituintes dos nomes (sílabas, fonemas/letras),  fazendo uso desse conhecimento em outras situações.
Identificar, em fichas ou cartões, o próprio nome, o dos colegas ou outros.
Usar/ver a utilização de nomes para marcar desenhos, objetos, utensílios, roupas, trabalhos de classe.
Copiar nomes em situações em que isso é necessário e/ou faz sentido.
Montar um nome com letras fornecidas pela professora, em número exato e sem modelo.
Escrever nomes com letras móveis, sem modelo, selecionando-as dentre um conjunto de letras.
Escrever o nome do colega nos trabalhos feitos por ele.
Organizar agenda telefônica, estabelecendo correspondência entre os nomes e os respectivos números de telefone.
Participar de jogos dos seguintes tipos:
“forca” com nomes;
jogo da memória (relacionando fotos e nomes);
bingo de nomes;
adivinhações, como por exemplo: “Tenho um cartão com um nome de seis letras, que começa com a primeira letra do nome do Fábio. Qual é?”.
Participar de outras situações desafiadoras, tais como:
A professora coloca na mesa as letras dos nomes de quatro alunos: cada um deve encontrar as que pertencem ao seu próprio nome e, depois, com o grupo, procurar quais são coincidentes com as dos outros nomes.
Descoberta dos nomes que vão sendo escritos na lousa pela professora, a partir das orientações que ela oferece: “Primeiro o S, depois o A… De quem será este nome?” (entre outras possibilidades).
Utilização de cartões com o nome dos personagens das histórias lidas, misturados a outros com os nomes das crianças, para classificar e analisar, por exemplo:
Quais são os nomes que começam como o de Branca de Neve;
Quais os que têm mais letras que o nome do Pinóquio;
Quais são escritos como o de Chapeuzinho Vermelho

Um comentário:

  1. Parabéns! Pela dedicação, criatividade e pesquisas de formas maravilhosas para alfabetizar as crianças.
    Obrigada pela colaboração.
    Prof. Cida

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